quinta-feira, 15 de março de 2012

Pôr do Sol!



O fim do dia vem se aproximando, visto uma roupa mais folgada e coloco meu tênis de caminhar. Resolvi andar no parque até o sol se pôr. Ah tempos não fazia isso, precisava reorganizar meus pensamentos. Vou andando em passos lentos, ouvindo musica com meus fones de ouvido, o parque não esta muito cheio o que é bom não gosto muito de multidões, vejo um banco vazio e resolvo me sentar e observar essas poucas pessoas. Logo a frente perto do lago vejo um senhor de cabelos brancos brincando de bola com um garotinho, reconheço esse senhor, eu havia socorrido o mesmo a um tempo atras com começo de infarto, dou um leve sorriso por vê-lo bem tendo oportunidade de brincar mais uma vez com seu netinho, pelo menos na vida de alguém eu pude fazer a diferença. Continuo sentado sozinho observando e vejo perto de uma arvore um casal jovem, deviam ter por volta de 16 a 17 anos, provavelmente um deve ser o primeiro parceiro do outro, o rapaz tira uma pequena faquinha do bolso e começa a riscar a arvore, não preciso estar perto pra saber que ele escreve algo relacionado a ''pra sempre'' ou ''eternamente'' é tão clichê mas mesmo assim não deixa de ser bonito, é na adolescência que vivemos os romances mais intensamente, sentimentos que grudam no intimo e demoram pra sair, mesmo sendo sentimentos que muitas vezes não darão frutos algum. O sol começa a se esconder dando um tom avermelhado e laranja ao céu, realmente a natureza tem seus espetáculos magníficos e são poucos que sabem apreciar, será que ela esta vendo esse pôr do sol de algum lugar? espero que sim. Será que ela pensa em mim? será que em alguns momentos do dia ela se surpreende comigo em seus pensamentos? Provavelmente não. Nesse momento sinto um nó apertado na garganta uma tristeza enorme me consumir, como é injusta a vida! Não posso culpa-la por não me querer afinal não tenho muita coisa a oferecer, não sou um homem bonito, não tenho posse alguma, as amigas dela não teriam inveja vendo-a comigo. Percebo que já escureceu e a lua começa a surgir no firmamento, nesse instante uma lagrima foge de meus olhos e pinga em minha mão, imediatamente olho ao redor pra ver se alguém havia notado mas não há ninguém por lá, estou sozinho novamente, abaixo a cabeça, Novamente? penso comigo, quando foi que deixei de estar? Enxugo os olhos me levanto e sigo meu caminho, a vida toda eu tive que ser forte, por mim e pelos outros e agora não será diferente, eu sei que vai doer mas a dor e eu somos velhos companheiros, irei sobreviver a isso, mesmo que não saia ileso, mas vou sobreviver!

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